Quem acompanha a Eurocopa da UEFA certamente ficou angustiado no último dia 12 de junho ao assistir um caso de síncope e morte súbita, quando aos 42 minutos do primeiro tempo do jogo entre Dinamarca e Finlândia o jogador dinamarquês Christian Eriksen foi de encontro à bola lançada e subitamente caiu de rosto ao chão, sem reação de defesa à queda. Seus companheiros rapidamente se agitaram, pediram atendimento médico e ficaram em torno do jogador, que permaneceu sem sentidos por minutos. Os médicos iniciaram manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) por trás de uma barreira que os seus colegas formaram para dar alguma privacidade ao atendimento e o atleta, após alguns minutos, foi retirado de campo em maca para ser encaminhado ao hospital.
https://www.youtube.com/watch?v=6uqpak5aT_A
Eriksen sofreu de Síncope e morte súbita
A perda súbita de consciência, chamada síncope, o popular “desmaio”, tem algumas causas. Alterações cardíacas, neurológicas e as chamadas neurocardiogênicas são as mais relevantes. Iremos focar na de origem cardíaca, aquela mais grave, relacionada ao quadro apresentado pelo jogador. As outras duas serão abordadas posteriormente.
Vamos tentar entender o que ocorre no coração normal. Para que tenhamos o pleno funcionamento de todos os órgãos, inclusive do cérebro, precisamos que eles recebam suprimento adequado de sangue. Caso ocorra falha súbita deste abastecimento, o cérebro, que é o mais sensível dos órgãos, “apaga” e temos a síncope. O órgão responsável por fornecer este fluxo sanguíneo adequado é o coração. Para que ele bombeie adequadamente o sangue, precisa ter um estímulo elétrico ritmado. Dessa forma sua musculatura se contrai e ejeta o sangue com pressão suficiente. Então, percebemos que é essencial que o ritmo de estimulação elétrica do coração esteja perfeito para que seja efetivo.
Em uma pessoa normal, a frequência de batimentos cardíacos em repouso varia de 60 a 100, e pode apresentar alguma variação a depender da atividade ou do estado emocional do indivíduo. Quando isso não ocorre, temos as arritmias.
Elas podem ser benignas, sem gravidade, ou malignas, quando causam risco de morte. Diversas doenças cardíacas predispõem essas arritmias graves, como infarto do miocárdio, hipertrofia e enfermidades do músculo cardíaco, (doença de Chagas), entre outras.
Foi uma falha neste sistema elétrico que causou o problema do atleta dinamarquês. Por algum motivo não revelado, o coração do jogador entrou numa arritmia que disparou uma frequência cardíaca muito elevada – acima de 300 batimentos por minuto. Isto impediu que o coração conseguisse relaxar e se encher de sangue. Assim, suas contrações não foram efetivas. A pressão arterial despencou, o cérebro ficou sem perfusão sanguínea e ele desabou. Esta é a chamada “Morte Súbita” cardíaca.
A situação é rara nos campos de futebol e nas competições profissionais de outras categorias. Certamente é mais comum entre os amadores casos de síncope e morte súbita, porque os cuidados focados na saúde de profissionais do esporte podem diagnosticar alterações cardíacas que os predispõem a uma manifestação catastrófica. As arritmias malignas podem acontecer em qualquer pessoa, independente de condição socioeconômica, idade, se sedentária ou esportista. Porém, é muito mais frequente em cardiopatas e idosos. Segundo a SOBRAC – Sociedade Brasileira de Arritmia Cardíaca – é a causa de mais de 320.000 mortes todos os anos no Brasil.
O atendimento imediato é a única possibilidade de reverter a situação. As manobras de RCP devem ser imediatamente estabelecidas juntamente com o uso de um aparelho chamado DEA (desfibrilador externo automático), que é o recurso mais importante para seu tratamento.
O aparelho reconhece se a causa da parada cardiorrespiratória (PCR) é uma arritmia passível de ser interrompida com um choque e o dispara automaticamente caso haja necessidade. O sucesso na reversão da morte súbita é diretamente relacionado ao tempo de início de tratamento (RCP) e acionamento do DEA. Cada minuto de atraso, desde o momento da perda de consciência, reduz em 10% a chance de salvar o indivíduo. Após 6 minutos sem tratamento, o risco de morte cerebral é enorme. Uma Morte Súbita dificilmente será revertida se o tratamento se iniciar após o 10º minuto.
O que devemos saber
Qualquer um, mesmo aparentemente saudável e ativo, pode apresentar uma parada cardiorrespiratória. Um indivíduo encontrado sem consciência deve ser avaliado imediatamente. Chame a pessoa de forma vigorosa, se necessário tocando e a agitando. Se ela não expressar qualquer reação chame ajuda prontamente e inicie a RCP.
A grande maioria das mortes súbitas ocorre principalmente no domicílio, fora do hospital. Acione sem demora o serviço de emergência – 192 SAMU – caso isso aconteça.
Os procedimentos a serem iniciados no caso de uma PCR são as manobras de RCP – como ocorreu com o jogador Eriksen.
Não devemos interromper esse tratamento até a chegada de uma equipe especializada. Veja o vídeo abaixo:
Apesar de algumas críticas de especialistas quanto ao atendimento prestado ao atleta no dia 12 de junho durante o jogo, houve uma excelente evolução. Ele teve a oportunidade de se recuperar e foi tratado com a colocação de um Cardiodesfibrilador Implantável (CDI). O aparelho é semelhante a um marcapasso cardíaco, que passará a reconhecer de forma automática as eventuais arritmias futuras no coração de Eriksen e disparará um choque para interrompê-las. Provavelmente o atleta não terá mais condições de exercer o esporte de forma profissional. Mas certamente, em sua segunda chance de viver, ele encontrará grandes oportunidades e sua história ajudará muitas pessoas a se prepararem para situações semelhantes.
As três principais causas de demência que não são a Doença de Alzheimer
Você sabia que a Doença de Alzheimer é um tipo de demência mas não é a única causa de perda de memória e de outras funções cognitivas? Lendo esse texto, você vai descobrir outras que prejudicam as funções cerebrais superiores e será capaz de distinguir casos mais típicos.
O que é demência?
Para começarmos, quero que você entenda o significado de demência: o enfraquecimento lento e gradual de duas ou mais funções cognitivas (como memória, linguagem, habilidade visuoespacial e comportamento). Necessariamente, esse declínio causa prejuízo no funcionamento da pessoa nas suas atividades habituais.
Vamos ver um exemplo. Seu João tem 75 anos e está aposentado há 6. Os filhos notaram que, há 2 anos, vem se esquecendo onde coloca as coisas e está ficando cada vez mais repetitivo. Isso vem piorando aos poucos. Ele também se perdeu duas vezes enquanto andava pela vizinhança. Por esses deslizes, os filhos assumiram algumas tarefas que ele costumava a fazer, como ir ao banco e fazer compras.
Perceba que ele teve perdas de funções cognitivas e também da funcionalidade. Por esses motivos, podemos dar ao seu João o diagnóstico de demência.
Ao ler esse caso, você deve ter pensado: “ora… Isso é Alzheimer, não tem segredo!” E de modo geral você está certo, pois essa é a descrição do começo típico da Doença de Alzheimer. O que você pode não saber é que esse quadro de demência pode ser ocasionado por diversas doenças. De fato, a de Alzheimer é a causa mais comum, mas várias outras enfermidades podem levar ao mesmo resultado: a demência.
Demência Vascular
A segunda causa mais frequente de demência é a Vascular. Afeta uma pessoa a cada cinco pessoas. Problemas circulatórios do sistema nervoso podem causar o problema de várias maneiras.
Um deles é através de um acidente vascular cerebral (AVC). Do mesmo jeito que um AVC pode deixar uma pessoa com parte do corpo paralisada, também pode comprometer áreas do cérebro importantes para as funções da atenção, pensamento e memória. Quanto maior o AVC, maior a chance de causar demência. Em alguns pacientes, a cognição vai se deteriorando em degraus: a cada novo AVC, o funcionamento cognitivo vai piorando um pouco.
Alguns pacientes têm demência vascular mesmo sem ter nenhum AVC. São aqueles que têm hipertensão, diabetes, colesterol alto e outras doenças sistêmicas mal controladas. Ao longo de muitos anos, eles vão tendo as pontas dos vasos cerebrais lentamente corroídas por um processo chamado de microangiopatia. Para falar a verdade, ter um pouco de microangiopatia no cérebro não é necessariamente um problema, já que aparece na maioria das pessoas à medida que envelhecem. No entanto, quem tem doenças sistêmicas mal controladas ou com alto risco genético pode ter uma carga de lesão muito maior no cérebro.
Geralmente, os sintomas que a gente vê no começo da demência vascular são diferentes dos da Doença de Alzheimer. Enquanto o início da última é marcado por perda da memória recente, a Demência Vascular começa com lentidão de raciocínio, piora da atenção e desorganização. A progressão também é diferente. A Demência Vascular tende a evoluir muito mais lentamente, podendo até estacionar caso o paciente seja tratado adequadamente. Já a doença de Alzheimer evolui progressivamente sem pausa, mesmo com todo o tratamento.
Apesar de pouco divulgadas, existem várias doenças neurodegenerativas além da doença de Alzheimer. Quero destacar aqui outras duas mais frequentes, que podem causar alguma confusão nas pessoas: a doença com Corpúsculos de Lewy e a Demência Frontotemporal.
Doença com Corpúsculos de Lewy
A doença com Corpúsculos de Lewy (DCL) é a terceira causa mais frequente de demência. É mais comum em pessoas acima de 65 anos, que é a mesma população afetada pela Doença de Alzheimer. Uma curiosidade que vai te surpreender é que essa enfermidade é causada pela mesma patologia da Doença de Parkinson. Por isso, frequentemente os pacientes com DCL compartilham alguns dos sintomas, como a lentidão motora, a rigidez e o tremor.
Contudo, a DCL tem características bem próprias! Talvez a principal sejam as alucinações visuais complexas. É comum os pacientes contarem que enxergam animais ou pessoas. Muitas vezes conseguem discernir quem é a pessoa e o que ela está fazendo, mas não se sentem incomodados pela presença.
Por outro lado, delírios, que são pensamentos que distorcem a realidade, não costumam a aparecer. A memória do paciente com Lewy é geralmente menos afetada do que na Doença de Alzheimer, enquanto a atenção, capacidade de planejamento e a velocidade do raciocínio são mais prejudicadas no início do quadro.
O sono desses pacientes também é anormal. Eles têm um problema chamado de Transtorno Comportamental do Sono REM. Normalmente o/a parceiro/a de cama do/a paciente conta a mesma história: observa que ele/a se mexe enquanto dorme como se estivesse dentro do sonho. Por exemplo: se o paciente está pedalando no sonho, ele mexe as pernas no mundo real, se está lutando, dá socos no ar. Às vezes isso pode ser perigoso para o/a parceiro/a de cama, pois o/a paciente pode agredi-lo/a sem querer.
Demência Frontotemporal
A Demência Frontotemporal (DFT) é a quarta demência mais comum. Diferente das outras que conversamos aqui, a DFT costuma a ter o início mais precoce, entre os 55 e 65 anos. O marco principal para a diferenciarmos das demais é que aqui a primeira alteração que ocorre é no comportamento.
O quadro típico da DFT é uma pessoa que, aos poucos, começa a agir diferente do seu habitual. Por exemplo, passa a confiar inocentemente em estranhos na rua, fazer comentários desagradáveis, cair em golpes, fazer compras excessivas e desnecessárias. Muitas vezes os familiares levam o paciente para o psiquiatra, acreditando que tem uma doença mental, como o transtorno bipolar ou esquizofrenia. Um fato importante é que dificilmente uma pessoa sem histórico de problemas psiquiátricos abre o quadro depois dos 50 anos. Caso isso aconteça é necessário pensar nas demências, especialmente na DFT.
Com o tempo, essas alterações do comportamento se tornam mais dramáticas a ponto do indivíduo se tornar agressivo ou ter comportamentos tão inapropriados que causam muito estresse para as pessoas com quem convive. Invariavelmente, chega um momento em que o paciente se torna incapaz de executar suas atividades profissionais ou mesmo em casa.
Além do comportamento, pessoas com DFT se tornam mais apáticas, sem vontade de fazer as coisas, e deixam de participar de muitas de suas atividades habituais. Também vão perdendo a capacidade de ter empatia com os outros e podem decepcionar enormemente as pessoas queridas. Um exemplo é o paciente que ignora a dor causada pelo óbito de um parente próximo, ou a alegria causada pelo nascimento de uma criança.
O indivíduo com DFT também muda o seu hábito alimentar. Passa a ter preferência por alimentos doces e guloseimas, come de maneira voraz, e tem risco de ganhar peso. Finalmente, passa a apresentar comportamentos repetitivos, muito parecidos com o que observamos no transtorno obsessivo compulsivo. : A pessoa repete incontáveis vezes uma mesma sequência de atos, como abrir e fechar gavetas, bater com o pé no chão ou checar se fechou a porta.
Concluindo…
À medida que a população envelhece, vemos cada vez mais pessoas com demências diferentes da Doença de Alzheimer. Sendo capazes de entender as diferenças, poderemos desenhar tratamentos mais individualizados que facilitem o cuidado dos pacientes e diminuam o desgaste dos cuidadores. Ao ver uma pessoa com alguma dessas características, leve-a ao seu neurologista de confiança!
Vou contar uma história que tem tudo a ver com o momento atual que estamos vivendo…
O conceito de velhice, de terceira idade e a visão que temos a respeito da pessoa idosa tem mudado radicalmente nos últimos anos.
Os números do IBGE são impressionantes e mostram que o Brasil tem, hoje, mais de 23 milhões de pessoas com mais de 60 anos e que mais de 4 milhões de pessoas idosas moram sozinhas em seus lares!
Não vivem sós por estarem abandonadas por seus familiares, mas porque assim o desejam. Querem ter a liberdade que construíram e almejaram ao longo da vida.
E vem cá! Você sabe dizer o que a pessoa idosa mais deseja ao envelhecer?
Em minhas pesquisas recentes sobre envelhecimento saudável, descobri que elas desejam continuar sendo úteis e ter significado, ou seja, viver com propósito!
Incrível isso, não?
Mulheres querem liberdade e homens querem aconchego.
O caminho para o envelhecimento saudável é continuar tendo planos e projetos de vida. Isso acontece, principalmente, para homens e mulheres que têm planos de vida.
Casa confortável e segura para Atividades da Vida Diária (AVD)
E, na minha opinião e nos meus estudos, esses planos de vida maravilhosos que as pessoas nutrem na terceira idade estão diretamente associados ao que a área da gerontologia define por capacidade de continuar fazendo suas atividades da vida diária, ou “AVD” – tarefas básicas de autocuidado, parecidas com as habilidades que aprendemos na infância como, por exemplo, tomar banho, vestir-se e alimentar-se.
E certamente você já entendeu aonde eu quero chegar, não é mesmo?!
Sabemos que os planos e as metas nutridas pelas pessoas idosas só podem ser realizados se elas estiverem em condições de autonomia e independência para fazerem suas atividades básicas da vida. Veja, como poderão nutrir um plano para a velhice se caírem de uma escada por falta de corrimãos, quebrarem pernas e só conseguirem andar com a ajuda de um andador?
Se durante a nossa vida, após os 60, 65, 70 anos, sofrermos um acidente, por exemplo, quebramos uma perna devido a um escorregão no banheiro, poderá haver uma grande consequência em nosso envelhecimento saudável e, em nossa independência.
A recuperação de acidentes na velhice é muito demorada
Inclusive, durante a recuperação de graves acidentes, podem acontecer novos acidentes ou feridas. Por exemplo, ao ficarmos imobilizados por muito tempo podem surgir feridas, chamadas escaras, que são muito difíceis de serem curadas.
E sabe quem poderia nos ajudar?
Arquitetos, engenheiros, designers e filhos de pessoas idosas, pois ao garantirem que suas casas estejam confortáveis e, principalmente, seguras evitarão acidentes garantindo a capacidade de seus moradores realizarem suas atividades diárias, sem causar acidentes em casa. Assim, contribuirão para que alcancem seus planos e metas nesses anos maravilhosos de suas vidas.
Ressalto que não há como negar que, com o avançar da idade, o corpo vai ficando diferente (visão, audição, resistência, equilíbrio, força nos membros, enfim, o corpo não é mais jovem),mas isso não significa que estejamos determinados a ter um corpo inativo.
Por isso, fique atento às mudanças em suas condições físicas para o que conseguir o que todos desejam:
Viver mais, de forma mais ativa e com qualidade de vida.
Por isso que o trabalho de arquitetos, engenheiros e designers de interiores é tão importante. A preocupação de filhos de pais idosos é mais do que justa e deve sim ser levada em consideração.
5 dicas para uma casa confortável e segura
Lembre-se! A independência tem tudo a ver com melhorias nas casas e apartamentos que apresentaremos a seguir.
Listamos 5 informações úteis e, inclusive, algumas que você poderá implantar, agora mesmo, em sua casa e na casa dos seus pais. Garantir segurança nas casas e apartamentos significa ganhar anos de vida e somar vidas aos anos. Significa fazer um projeto que permita independência, com riscos minimizados no caso de possíveis quedas ou acidentes. Afinal, garantir segurança significa escolher produtos que contribuam para maior autonomia ao longo dos anos.
Vamos lá!
1. BOA ILUMINAÇÃO
Mas, afinal, o que é significa iluminação ruim?
É quando a iluminação é tão fraca que dificulta a pessoa identificar, por exemplo, a cor do remédio, fazer a leitura de um rótulo, escolher a cor de uma maquiagem, enxergar um objeto caído no chão ou os utensílios na bancada da pia.
E o que é uma iluminação boa?
Aquela que apresenta no mínimo 150 LUX de intensidade de luz medidos à 1 metro di chão.
Agora vou dar uma dica de ouro.
Vou ensinar você a medir a quantidade de intensidade de luz:
Baixe um aplicativo chamado LUXÍMETRO no seu celular para medir a quantidade de LUX no ambiente
Em cima do tampo da pia do banheiro e da cozinha, por exemplo, a quantidade mínima de LUX deverá ser de 150.
Essa referência foi extraída da norma técnica de acessibilidade NBR 9050 atestando que ambientes acessíveis, para serem utilizados por todas as pessoas, inclusive por pessoas com baixa visão, devem ter uma quantidade mínima de 150 lux.
2. PISO ANTIDERRAPANTE
O que é um piso que derrapa?
Bem, esse é fácil de explicar! Porcelanato liso! Brilhante!
Qual é o piso ideal para um banheiro?
É um piso com coeficiente de atrito maior que 0,4.
Esses pisos são considerados antiderrapantes pelas normas técnicas e podem evitar escorregões.
E onde colocar o piso antiderrapante?
No banheiro todo, porque o banheiro todo é considerado como uma área úmida e o risco não está apenas dentro do box.
3. BARRAS DE APOIO CONFORME SUA NECESSIDADE
Dentro da residência não precisamos aplicar a famosa e rigorosa NBR 9050 que vai especificar medidas e locais de instalação das barras.
Cada um pode instalar a barra onde quiser e onde achar que dará mais segurança, mas tenho algumas sugestões de locais para instalação:
Uma barra em formato “L” ao lado da bacia sanitária, para ajudar a se sentar e se levantar
Uma outra barra no interior do box do chuveiro, podendo ser na vertical ou na horizontal
Uma barra na parede lateral da bancada da pia
4. ALAVANCAS
As pessoas idosas têm menos precisão, capacidade de torção dos punhos e força nos membros. E isso vale para o manuseio do registro das torneiras, do chuveiro, da maçaneta da porta e da torneira da pia. Por isso, no caso de registros e maçanetas no formato “bolinha”, será muito difícil ou até impossível utilizá-lo, pior ainda quando estão com as mãos ensaboadas.
A dica aqui é substituir por torneiras e maçanetas do tipo “alavanca”, que aliás são ótimas para todos, idosos, crianças e pessoas com alguma deficiência nas mãos.
5. SENSORES DE PRESENÇA E BALIZADORES
Você conhece a expressão “Disautonomia”?
É uma disfunção no sistema nervoso autônomo, responsável por controlar o nosso equilíbrio.
A pessoa com Disautonomia pode ter muita dificuldade de caminhar por ambientes escuros, com pouca luz, por exemplo quando saem da sala à noite, desligam a TV ou o tablet e vão até o quarto para dormir.
Instalar balizadores e sensores de presença nos corredores e na circulação pode evitar acidentes e ajudar na autonomia das pessoas dentro de suas casas.
Espero ter ajudado. Com essas informações você garantirá uma casa confortável, segura e, principalmente, estará ajudando pessoas idosas a alcançarem seus planos e suas metas em qualquer fase ou idade de suas vidas.
A intervenção Assistida por Animais não é novidade! As interações entre homens e animais já existem há milhares de anos. Entretanto, os benefícios mútuos desta relação, ainda que visíveis, estão sendo cada vez mais explorados e aprofundados pelos profissionais da área da saúde.
Embora existam registros anteriores, a primeira história relatada formalmente sobre essas intervenções teria sido feita por Boris Levinson em 1960. Ele descobriu, acidentalmente, que as sessões de terapia com uma criança eram muito mais produtivas quando feitas com a presença do seu cão.
Após apenas 15 anos, posteriormente à morte de Freud, a teoria de Levinson ganhou credibilidade pois, em muitos relatos, Freud também atestou a importância de seu cão em sessões de terapia.
O primeiro termo que surgiu para definir a interação com os animais foi Terapia Assistida por animais, conhecida como TAA.
Segundo o Handbook de Terapia Assistida por Animais, esse formato envolve a utilização de um animal como parte fundamental do tratamento de uma pessoa. Posteriormente o conceito foi ampliado para Intervenção Assistida por Animais incluindo Terapia, Atividade e Educação Assistida por Animais. O conceito foi definido pela Delta Society, conhecida atualmente como Pet Partners – https://petpartners.org/.
A abordagem das Intervenções diferencia-se das demais terapias por proporcionar ao assistido uma atividade baseada no vínculo afetivo desenvolvido entre o paciente e o cão ou o PET, tornando a interação com o animal a principal motivação para realizar os trabalhos propostos.
Alguns estudos mostram que, após 15 a 20 minutos de interação, ocorrem os seguintes benefícios fisiológicos:
aumento da produção de neurotransmissores ligados à sensação de bem-estar como a dopamina, fenilatamina e endorfina;
aumento da produção de hormônios como prolactina e oxitocina ligados ao vínculo social e confiança;
significativa redução do cortisol, hormônio intimamente ligado ao estresse.
A partir dessas alterações fisiológicas, observamos como consequência a redução da pressão arterial, frequência cardíaca, triglicérides, colesterol, depressão, uso de medicação psicotrópica e analgésica, estresse, isolamento, solidão e ansiedade.
São inúmeros os processos beneficiados com essa interação:
socialização e comunicação
memória
lembranças
percepção da realidade
concentração e atenção
estímulo dos processos cognitivos das atividades cotidianas
cooperação e capacidade de resolução de problemas
afetividade
elevação da autoestima
habilidade de confiar
possibilidade de estabelecer vínculos
prática de atividade física
aceitação da reabilitação, entre outros
Atualmente, no Brasil, este tipo de interação é realizado em grande parte por organizações sem fins lucrativos. O público beneficiado é, em sua maioria, de pessoas hospitalizadas, de crianças com algum tipo de deficiência e de idosos em instituições de longa permanência, popularmente conhecidas como asilos ou casas de repousos.
Entretanto, há muito espaço para esse tipo de interação, extremamente benéfica em escolas, processos de mediação, aeroportos, sessões terapêuticas, entre outras.
Viver com propósito ou Ikigai, palavra japonesa que significa “razão de ser”, “razão de viver”
Existem várias teorias sobre essa etimologia. De acordo com os japoneses, todos têm um ikigai. Descobrir qual é o seu requer uma profunda e, muitas vezes, extensa busca pelo autoconhecimento. Porém, essa busca é extremamente importante porque, somente a partir dela, é possível trazer satisfação e significado para a vida.
Ikigai é um estilo de vida que estimula harmonia, longevidade e satisfação plena nas diferentes áreas e momentos da vida permitindo, assim, alcançar a razão de ser ou propósito para a existência.
Viver com propósito: Não há idade ou pessoa certa para ter Ikigai
Em uma pesquisa feita há alguns anos, verificou-se que em Okinawa – um grupo de ilhas ao sul do Japão – havia uma população de moradores centenários bem acima da expectativa de vida média, mesmo para os padrões japoneses.
Estudiosos e escritores aprofundaram seus estudos e lançaram inúmeros materiais que estão disponíveis no mercado. “Para além da alimentação, da vida simples ao ar livre, do chá verde e do clima subtropical, um dos segredos é o Ikigai que rege suas vidas”, de acordo com Héctor García e Francesc Miralles
Eu e Alice minha, parceira de trabalho, tivemos a ideia de trazer essa reflexão para todos que compartilham o contato, a convivência, a experiência com a Trevoo.
Somos enfermeiras e isso traz, em nosso propósito de vida, o cuidado com as pessoas, em todos os campos: físico, psíquico, emocional, espiritual e para o próprio autocuidado. Dessa forma, falar sobre Ikigai ou “propósito de vida” faz parte do cuidado com as pessoas.
Assim, perguntar “qual é seu Ikigai” é também estimular as pessoas para avaliarem seu momento de vida, se perguntarem sobre o que gostam de fazer, o que sabem fazer bem ou, talvez, não saibam, mas queira aprender, ou seja, como está nesse momento de vida e se tem possibilidade de encontrar motivação e perspectiva para a própria minha vida.
Queremos que conheçam nossa história e a ligação com Ikigai
Por pelo menos 10 anos, Alice e eu convivemos de forma acadêmica, entre congressos, artigos científicos, livros e experiências no trabalho hospitalar. Até que, em 2019, eu encerrei minha trajetória formal de carreira como enfermeira e gestora hospitalar e me aposentei.
Na despedida de uma equipe do Hospital que trabalhei a vida toda, recebi de presente o livro “Ikigai. O Segredo dos Japoneses para uma Vida Longa e Feliz”.
Da convivência entre nós, e desse momento particular que poderia ser o encerramento de uma jornada, iniciei um outro caminho junto com a Alice e nos tornamos parceiras a partir de então.
Viver com propósito: Um novo trabalho pós-aposentadoria
O mais interessante em nossa convivência, é a combinação de duas gerações muito diferentes, Alice da geração Y e eu da geração X. Tal parceria começou, em 2019, e continua perfeita. Permitiu colocar visões, experiências e propósitos de vida, habilidades e capacidades técnicas diferentes em harmonia e juntas temos trabalhado em prol de continuar a cuidar de pessoas. Quando nos tornamos mestres podemos devolver ao mundo a sabedoria adquirida.
Perguntas diferentes para momentos diferentes
A individualidade de cada pessoa nos faz pensar que cada um tem uma história de vida e uma construção de afetos e talentos.
À medida que envelhecemos, podemos rever e renovar nosso Ikigai para adequar nosso propósito de vida àquele momento. Afinal, muitas vezes, deixamos de exercer a profissão de nossa formação ou paramos de trabalhar devido ao tipo de trabalho, que não condiz com as condições físicas como, por exemplo, o trabalho na construção civil ou em fábricas sob alta exigência física.
Devemos sempre nos perguntar…
O que farei agora que finalizei esse trabalho, essa trajetória de vida?
Se Ikigai trata de propósito, então podemos concluir que ele poderá estar presente em todos os dias de nossas vidas. À medida que as fases da vida se alteram ficamos frente às novas realidades. Isso nos permitirá descobrir novos propósitos, novos mundos, novas pessoas e novas perspectivas.
Há vários livros que abordam o termo Ikigai. Somos fãs da versão de Héctor García e Francesc Miralles, em que eles trazem “gotas de sabedoria orientais” para nossos espaços e vidas ocidentais.
Possivelmente você se manterá sorrindo por todo o tempo de leitura. Não por ser uma leitura engraçada, mas sim encantadora, lúdica, profunda, suave, intensa, leve, amorosa e simples… essas e outras percepções são capazes de nos manter sorrindo.
No livro “Ikigai” há várias sugestões sobre como praticar a busca de propósito.
Há uma dica interessante para os amantes do cinema. O filme “Até o Último Homem” retrata a Batalha de Okinawa, que foi a última grande batalha da Segunda Guerra Mundial. Sem querer dar spoiler, quando você assistir, preste atenção ao propósito (Ikigai) do personagem principal e de como esse propósito direcionou toda sua vida. O filme é lindo. Vale a pena assistir.
Vejam que o mesmo espaço que deu lugar a uma grande batalha de guerra no passado dá lugar ao resultado da pesquisa que mencionamos no início desse artigo.
Como nada no mundo é fixo ou permanente, e estamos em constante transformação, o mesmo lugar da guerra também nos mostra a longevidade das pessoas, a convivência entre gerações e em particular entre nações, japoneses e americanos, convivem na ilha devido à continuidade de uma base militar dos EUA no conjunto de ilhas. Estratégia geopolítica.
Ser um descobridor de si mesmo
Isso é potente e transformador. Pode transformar nossos mundos individuais com impacto e entrelaçamento no cotidiano coletivo e abundante das paixões, das missões, das vocações, das profissões, das habilidades. Isso muda o resultado de tudo.
Sugestão de vídeo sobre o tema:
Ikigai: encontre o seu propósito em 5 passos
A busca pelo sentido na vida está intrinsicamente ligada à compreensão de quem somos. A revolução industrial nos colocou frente a frente a transformações constantes, tanto que hoje dizemos que vivemos a Indústria 4.0 e na saúde, já há a menção sobre a saúde 5.0.
Cabe-nos buscar sempre a compreensão de “Quem Somos”, a partir de nossas crenças, relacionamentos, cultura, formação e “O Que Fazemos”, considerando que nossas profissões, vocações, trabalhos, divertimentos se relacionam com quem somos.
Ikigai propõe nos conhecermos e identificarmos aquilo que dá sentido as nossas vidas e buscando uma conjunção entre o que somos e o que fazemos para termos “A nossa razão de ser”
A mesma sociedade industrial que nos coloca em contato com a internet, nos coloca em contato com espaços e pessoas num estalar de dedos, com diversidade de mídias, de meios de locomoção e trouxe a pujança da profunda correlação entre o ser humano e seu trabalho.
Poucas são as pessoas que se sentem felizes e com seu propósito realizado sem ter compreendido aspectos pessoais e profissionais.
Sempre é hora de viver com propósito
A proposta é encontrar seu Ikigai. PermA proposta é encontrar seu Ikigai. Permita-se encontrar o significado em sua vida, que possivelmente não será fixo tão pouco permanente. Haverá transformações no caminho. Aceitar as mudanças para cada momento de vida, permitirá usufruir de uma vida mais motivada, construtiva e feliz.
Vacina é a forma mais barata, segura e eficaz de sairmos desta pandemia. Entretanto, muitas notícias e especulações sobre as vacinas contra a COVID-19 tem circulado nas redes sociais e nos grupos de família. É muito importante não deixarmos falsas notícias arruinarem esta importante estratégia de controle da pandemia.
Existem vários tipos de vacinas contra a COVID-19:
Vacinas de vírus inativado: feita com o vírus “morto” em laboratório e inteiro, como a Coronavac
Vacinas feitas com um pedaço do material genético do vírus, chamado mRNA: neste caso, só esta pequena parte do RNA do vírus é administrada no paciente. Não alteram o material genético das nossas células e nem tem contato com ele. A vacina da Pfizer, por exemplo
Vacinas feitas com um pedaço do material genético do vírus, mRNA, colocado dentro de outro vírus que não tem a capacidade de infectar e se multiplicar nos seres humanos. É o caso da vacina da Astrazeneca e a da Janssen
Nenhuma das vacinas disponíveis tem o vírus inteiro vivo ou usam vetores virais com capacidade de se multiplicar nos seres humanos. Por este motivo, estas vacinas não são contra indicadas em quem tem problemas de imunidade, câncer, doenças crônicas.
Todas protegem contra as formas graves da doença e impedem, em mais de 80% das pessoas que as recebem, que elas contraiam COVID-19 e precisem de internação.
Quem está vacinado, embora esteja protegido, em grande parte, da COVID-19 em sua forma grave, ainda pode contrair a COVID-19 de forma leve ou mesmo assintomática. Pode passar a doença para alguém que não está vacinado e protegido ainda! Por isso, os vacinados devem continuar usando máscaras e evitando aglomerações até uma boa parcela da população seja vacinada.
É muito difícil comparar a eficácia das vacinas contra a COVID-19 disponíveis
Os estudos que liberaram as vacinas foram feitos em momentos diferentes, com critérios diferentes, alguns quando ainda não existiam as novas variantes e outros quando elas já estavam circulando.
Desta forma, não devemos atrasar a vacinação para “escolher” entre uma ou outra vacina. É importante receber a primeira vacina que tiver oportunidade. Da mesma forma, para garantir a eficácia das vacinas, é importante completarmos o esquema vacinal que foi validado nos estudos.
Com exceção da vacina da Janssen, todas as outras tem um esquema de duas doses e a máxima eficácia só é atingida duas semanas após a segunda dose. É bastante preocupante, portanto, os dados brasileiros mostrando que boa parte da população idosa não compareceu aos postos de vacinação para receber a segunda dose da vacina.
As vacinas podem causar algumas reações após a aplicação
As mais comuns são dor no local de aplicação, inchaço no braço, dor no corpo, febre e dor de cabeça. As vacinas da Astrazeneca e da Janssen podem, muito raramente, ocasionar uma síndrome na qual caem as plaquetas e a pessoa pode desenvolver coágulos nas veias. Esta síndrome é muito rara e a chance disto acontecer é menor do que a chance de ter trombos pelo uso de anticoncepcionais, por exemplo.
Já a vacina da Pfizer pode, também raramente, ocasionar reações anafiláticas em pessoas que tem histórico de reações alérgicas.
Vacine-se contra a COVID-19 com a vacina que estiver disponível e complete todo o esquema vacinal!
Vamos fazer a nossa parte para acabar com esta pandemia!